Por Livia
Esse dia já começou meio mal. Levantamos cedo, pois o vôo
para Cusco mais barato que conseguimos (pela Peruvian Airlines), saía às 10 da
manhã, do aeroporto de Lima. Ainda tínhamos que devolver o carro na Budget do
Aeroporto. Saímos com uma certa folga de tempo, pois nem tomamos café da manhã,
mas nos atrapalhamos quando tentamos encontrar a garagem da Locadora e perdemos
uns vinte minutos com isso. Quando fomos pagar a locação do carro, o “bendito”
GPS ainda fez confusão. Estava faltando uma peça, que foi encontrada no carro quebrada
e a gente tinha de pagar, mas a funcionária não sabia quanto era a peça e foi
ficando tarde para fazermos o check-in. No final, nem pagamos a tal peça e
conseguimos embarcar a tempo. Na sala de embarque, aproveitando o atraso do
avião ainda deu para comer algo.
Finalmente chegamos a Cusco, após um pouco mais de uma hora
de vôo, onde conhecemos um garotinho cusquenho chamado Neymar. Já havíamos
reservado, pela internet, um hotel mais em conta, o Awki’s Dream. Pegamos um
táxi até o hotel (30 soles) e o motorista Percy disse que não havia mais
tickets para Machu Picchu para os próximos três dias, pois, devido às
comemorações dos 100 anos da descoberta da região, o governo havia limitado o
acesso dos turistas. Ficamos muito tristes. Era mesmo que ir à Roma sem ver o
Papa ou ir à Paris, sem visitar a Torre Eiffel. No entanto ele, o motorista
salvador iria tentar dar um jeito, já que trabalhava numa agência de turismo.
Enquanto esperávamos pelo “jeitinho”, agendamos com ele, para a mesma tarde, um
city tour, pelos Parques Arqueológicos mais próximos.
No hotel, pegamos um quarto quádruplo no 3º andar (81
dólares a diária). O hotel é super limpo e com uma decoração interessante,
porém não tem elevador. Subi com a bagagem os três andares e parecia que tinha
corrido uma maratona completa, o coração saía pela boca. Tive de deitar e
descansar um pouco e tomar chá de folha de coca (o mesmo gosto de chá mate,
adorei!).
Saímos num ônibus,
num tour guiado por Sacsayhuaman, Tambomachay e Qenqo (colei a grafia dos nomes).
Locais super interessantes para ver e entender a cultura inca.
Na volta chegamos à Praça de Armas de Cusco, já
à noite, comemos num restaurante legal, o Incantos e pegamos um táxi para o
hotel. Cheguei morrendo de dor de cabeça (maldita altitude de 3.400m sobre o
nível do mar) e fomos dormir tristes, achando que nem iríamos conhecer Machu
Picchu.