sábado, 30 de julho de 2011

Dia 4, A esperada chegada em Cusco - 23/07


Por Livia

Esse dia já começou meio mal. Levantamos cedo, pois o vôo para Cusco mais barato que conseguimos (pela Peruvian Airlines), saía às 10 da manhã, do aeroporto de Lima. Ainda tínhamos que devolver o carro na Budget do Aeroporto. Saímos com uma certa folga de tempo, pois nem tomamos café da manhã, mas nos atrapalhamos quando tentamos encontrar a garagem da Locadora e perdemos uns vinte minutos com isso. Quando fomos pagar a locação do carro, o “bendito” GPS ainda fez confusão. Estava faltando uma peça, que foi encontrada no carro quebrada e a gente tinha de pagar, mas a funcionária não sabia quanto era a peça e foi ficando tarde para fazermos o check-in. No final, nem pagamos a tal peça e conseguimos embarcar a tempo. Na sala de embarque, aproveitando o atraso do avião ainda deu para comer algo.
Finalmente chegamos a Cusco, após um pouco mais de uma hora de vôo, onde conhecemos um garotinho cusquenho chamado Neymar. Já havíamos reservado, pela internet, um hotel mais em conta, o Awki’s Dream. Pegamos um táxi até o hotel (30 soles) e o motorista Percy disse que não havia mais tickets para Machu Picchu para os próximos três dias, pois, devido às comemorações dos 100 anos da descoberta da região, o governo havia limitado o acesso dos turistas. Ficamos muito tristes. Era mesmo que ir à Roma sem ver o Papa ou ir à Paris, sem visitar a Torre Eiffel. No entanto ele, o motorista salvador iria tentar dar um jeito, já que trabalhava numa agência de turismo. Enquanto esperávamos pelo “jeitinho”, agendamos com ele, para a mesma tarde, um city tour, pelos Parques Arqueológicos mais próximos.
No hotel, pegamos um quarto quádruplo no 3º andar (81 dólares a diária). O hotel é super limpo e com uma decoração interessante, porém não tem elevador. Subi com a bagagem os três andares e parecia que tinha corrido uma maratona completa, o coração saía pela boca. Tive de deitar e descansar um pouco e tomar chá de folha de coca (o mesmo gosto de chá mate, adorei!).
 Saímos num ônibus, num tour guiado por Sacsayhuaman, Tambomachay e Qenqo (colei a grafia dos nomes). Locais super interessantes para ver e entender a cultura inca.
Na volta chegamos à Praça de Armas de Cusco, já à noite, comemos num restaurante legal, o Incantos e pegamos um táxi para o hotel. Cheguei morrendo de dor de cabeça (maldita altitude de 3.400m sobre o nível do mar) e fomos dormir tristes, achando que nem iríamos conhecer Machu Picchu.

Terceiro dia - 22/07

Por George


Dormimos no hotel El Mirador, simples e confortável.  Fomos as Ilhas Ballestas, compramos o pacote no próprio hotel (150,00 soles para os quatro), o passeio é feito em lanchas rápidas, o mar estava perfeito sem ondas.
O passeio durou cerca de três horas e com certeza valeu a pena, navegando pelo Pacífico em mar de almirante tendo ao fundo dezenas, centenas e até milhares de aves (350.000 em uma única ilha), entre elas pinguins (sem trema ficam ainda menores), pelicanos, gaivotas. Destacam-se ainda os Lobos Marinhos. A topografia das ilhas com seus arcos e cavernas impressionam.
Merece destaque também o “Candelabro” um grande desenho feito na montanha em forma de candelabro (ou de cacto), o guia dá pelo menos 4 hipóteses para explicar esta estrutura, eu na verdade acho que foi o trade turístico que construiu, mas é apenas  uma hipótese.
No retorno ficamos um bom tempo em um mercado de artesanato que tem no desembarque das balsas, e seguimos ao hotel, de onde retornamos para Lima.
O trajeto de Lima foi rápido e quando chegamos tentamos ir ao museu, mas para variar nos perdemos no trânsito agressivo e mal-educado, talvez o pior do mundo, nem o GPS ajudou, finalmente quando chegamos às catacumbas já haviam fechado e fomos passear no centro “Praça de Armas”, bastante agradável, muita gente andando nas ruas entre prédios históricos e igrejas, terminamos em uma espécie de praça de alimentação, nada turística, com doces e salgados com os nomes mais diferentes que já vi, provamos alguns e seguimos para o hotel com uma parada no Shopping Larcomar, talvez o mais atraente que conhecemos, incluindo os brasileiros, a vista do Pacífico é bastante interessante, apesar do frio.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dia 2 - Rumo a Paracas - 21/07

Por Livia

Não deu tempo de conhecer os pontos turísticos de Lima, pois o GPS Garmin não reconhecia nada que digitávamos nele. Tivemos de rumar a Paracas no Kia Rio que havíamos alugado no dia anterior. A viagem de carro foi bem legal. Tranquila, numa estrada bem conservada, porém com pouca sinalização, mas o GPS dessa vez não nos deixou na mão. Pagamos dois pedágios, o primeiro de três e o segundo de 11 soles. Durante as três horas de viagem escutamos as rádios FM de Lima que só passavam as músicas peruanas, um tanto entediantes, até encontrarmos a rádio FM 110,1 que passava sucessos dos anos 80 e 90, com músicas bem conhecidas. Já perto de Pisco (cidade a que o distrito de Paracas pertence), ainda percebemos os efeitos do terremoto de 2007. As casas sem telhado, vários prédios em construção que fazia da paisagem um verdadeiro canteiro de obras.
Chegamos a Paracas na hora do almoço e fizemos o check in no Hotel El Mirador, que já havíamos reservado pela internet. O hotel é simples, mas limpo, bem localizado e com preço acessível. Ao invés de almoçarmos, seguimos no "nosso" carro para a Reserva Nacional de Paracas que é bem pertinho. Quando se chega lá, tem-se a impressão de que será um passeio monótono, mas, no final foi um passeio muito, muito bom, só vivenciando para saber. Recebemos um guia impresso dos melhores pontos a visitar na reserva, mas conhecemos outros tão bons quanto os indicados. Comemos já à tardinha, num restaurante em um local chamado Lagunilla, alguns frutos do mar ótimos, mas comemos também uma sopa de mariscos muito sem graça,que nem lembro o nome.
Já cansados, após uma breve desorientação dentro da reserva, voltamos ao Hotel à noite.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Dia 1 - Lima, "tuc-tucs" e o patriotismo peruano - 20/07


Por Gabriel



Bem, pegamos o voo às 03:15 até São Paulo, de lá, aí fomos num voo de 5 horas de duração, com direito a sanduíche no "café da manhã", direto para cá. Como o nevoeiro estava grande, nós só a avistamos assim que pousamos e a primeira vista é de umas dezenas de barracos apertados uns contra os outros. Chegando aqui, fomos sacar uns soles e pegar um táxi. Como muitas outras cidades da América do Sul como Buenos Aires e Santiago, Lima tem temperatura (em relação ao nosso calor constante) suportável mas nada muito incomodante, além disso ela é muito seca, secura essa que notamos mais ainda já que esquecemos da manteiga de cacau, os lábios estão rachando. Nessa "carrera" de 30 minutos até o hotel, tive uma grande surpresa. Ela era (era não, ainda é, pois ainda não me acostumei): em cada rua tem pelo menos meia dúzia de bandeiras peruanas, é impressionante, toda casa tem uma bandeira peruana, eles tem orgulho de ser peruanos, o que me deixou muito feliz e é esse o orgulho que falta aos brasileiros com sua própria pátria. Passamos pela praia (banhada pelo Pacífico) até chegar ao bairro de Miraflores, aonde nos hospedamos, feito o check-in no hotel fomos procurar algo pra comer, até que na esquina: "...... Rent a Car" e então "Bem, vamos alugar um carro, já que amanhã iremos para Paracas e não sabemos como."Alugado o carro e todos mortos de fome, iríamos comer.   Com o GPS  na mão e prontos para andar por Lima, foi aí que o GPS pirou. Colocávamos o endereço no aparelho e ele deu alguma pane que foi parar lá no centro. Mas essa parada no centro não foi tão ruim, os coloridos e velhos ônibus de Lima eram quase alternativos, eles paravam no meio da rua e apitavam para chamar clientes. Além desses, tinham também os tuc-tucs, é um tipo de táxi muito engraçado.  
Outra coisa: os motoristas não respeitam os pedestres, se você quer atravessar a rua, tem que se jogar em cima do carro pra ver no que dá (brincadeira). Já tínhamos desistido, não conseguíamos achar o caminho mais e a única solução foi "VAMOS AO SHOPPING". Chegando lá, comemos no KFC, passeamos por lá e apreciamos a vista (muito bonita por sinal) do Larcomar direto para o pacífico. De lá viemos direto para cá e amanhã nós vamos pegar a estrada para Paracas. Até lá.




quarta-feira, 20 de julho de 2011

Lima - Cidade maluca

Por Marina

Lima,é bem diferente do que eu pensava.Nela existem ônibus bem antigos ,taxis  estranhos chamados de tuc tuc ,  mais é bem divertido!!!!Tem um shopping chamado Larcomar,o que mais chama atenção nele é que a vista dá direto para o pacífico!O trânsito de de Lima é horrível , é buzina pra cá, buzina pra lá ,enfim ,é feito Recife.
Minha família e eu adoramos tudo !!!!!!!!!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Dia 0 - Ainda...

Por Gabriel


Tá quase tudo pronto e já já (03:15) nós estamos pegando o voo para São Paulo e de lá direto para Lima. "Caminharemos" a pé, de avião, trem, táxi... por 16 dias através de ruínas, rios, salares até nossa parada final, Cochabamba, na Bolívia.
Somos 4, eu , George, Livia e Marina. Não sei bem como vai ser mas acho que cada dia um escreve. Ok, até mais.